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I European Forum On Prevention And Primary Care dedicado a prevenção quaternária

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Realiza-se, entre os próximos dias 3 e 4 de abril, no Porto, o I European Forum On Prevention And Primary Care. Esta primeira edição terá como tema “Prevenção Quaternária – A Arte do “Primum non Nocere”, expressão em latim que significa, literalmente, “primeiro, não prejudicar” e se refere à necessidade de prevenir e evitar riscos, danos ou custos para os doentes em resultado de exames ou de intervenções médicas desnecessárias.

Entre os oradores contam-se, por exemplo, Marc Jamoulle (Universidade de Liège) Bruno Heleno (NOVA Medical School), Ted van Essen (Centro Médico Universitário de Utrecht), Mateja Bulc (chair do EUROPREV network) e John Brodersen (Universidade de Copenhaga), para além de Carlos Martins, investigador do CINTESIS e membro da organização do evento, que irá propor algumas estratégias para reduzir a prescrição e realização de testes ou exames de diagnóstico que não se justificam, tendo em conta a melhor evidência científica disponível.

Outros temas como o sobrediagnóstico no screening do cancro, os erros de diagnóstico em doenças respiratórias crónicas, os prós e contras da vacinação contra a gripe, a estratégia racional para evitar o subdiagnóstico e o sobretratamento na doença mental e os programas de prevenção para grupos minoritários também estarão em debate.

Apoiado pelo CINTESIS – Centro de Investigação em Tecnologias e Serviços de Saúde, o evento é organizado pelo EUROPREV - European Network for Prevention and Health Promotion in Family Medicine and General Practice e pelo Wonca - World Organization of Family Doctors, com o apoio do Departamento de Medicina da Comunidade, Informação e Decisão em Saúde da Faculdade de Medicina da Universidade do Porto e da Associação Portuguesa de Medicina Geral e Familiar.

As inscrições estão abertas, decorrendo até ao início de abril, em http://www.mgfamiliar.net/EUROPREV/.

Coordenador do CINTESIS fala sobre ligação das Universidades às Empresas em evento do Health Cluster Portugal

altamiro mar 2017

Altamiro da Costa Pereira, coordenador do CINTESIS – Centro de Investigação em Tecnologias e Serviços de Saúde, foi convidado pela U.Porto Inovação para representar a Universidade numa sessão sobre “Como aproximar as Universidades às Empresas para a Inovação em Saúde”. Integrada no Encontro com a Inovação em Saúde do Health Cluster Portugal, a sessão decorre no próximo dia 29 de março, nas instalações do I3S.

O nome do diretor de Departamento de Medicina da Comunidade, Informação e Decisão em Saúde (MEDCIDS) da Faculdade de Medicina da Universidade do Porto (FMUP) foi sugerido “por tudo que tem feito de bom na ligação da Universidade à Indústria e na promoção da terceira missão da U.Porto”, revela fonte da U.Porto Inovação.

A sessão contará com a participação de outros dois especialistas na ligação da Academia ao tecido empresarial (um representante da Universidade de Trás-os-Montes e um representante da Universidade do Minho) e de um parceiro internacional no projeto europeu Helium.

Investigação CINTESIS: Prémio distingue estudo sobre hospitalizações de doentes com anomalias cromossómicas

Foto Manuel Gonçalves Pinho

O investigador do CINTESIS, Manuel Gonçalves-Pinho, a receber o Prémio.

Uma equipa de investigadores do CINTESIS – Centro de Investigação em Tecnologias e Serviços de Saúde ganhou o Prémio de Melhor Póster em Investigação Fundamental, no âmbito do In4Med - Coimbra's Scientific and Medical Congress, que se realizou no passado mês de fevereiro.

Apresentado por Manuel Gonçalves-Pinho, membro da equipa do In4Health do CINTESIS, o Póster tem como título “Why, how and when are patients with chromossomal anomalies hospitalized?”.  A equipa integra ainda o investigador João Vasco Santos e é coordenada pelo especialista em Bioestatística do CINTESIS, Alberto Freitas.

O Póster premiado resulta de um projeto de investigação que analisou cerca de 5 mil doentes com anomalias cromossómicas (como Trissomia 21 ou Síndrome de Down, Trissomia 18 e Síndrome de Klinefelter) internados nos hospitais públicos portugueses.

O objetivo do estudo era avaliar os motivos das hospitalizações, as características sociodemográficas dos doentes internados e os custos associados a esses internamentos. Os resultados da investigação nestas doenças raras deverão ser divulgados em breve.

O In4Med, onde foi atribuído este primeiro Prémio, é um congresso científico e médico organizado pela Associação de Estudantes de Medicina de Coimbra (NEM/AAC). O objetivo é promover o envolvimento de estudantes de medicina em projetos de investigação, estimular o interesse na investigação em Ciências da Saúde e premiar os melhores projetos.

Investigadora do CINTESIS integra rede europeia sobre demência

Lia Fernandes

Lia Fernandes é professora do Departamento de Neurociências Clínicas e Saúde Mental da FMUP. (Foto: DR)

Lia Fernandes, investigadora do Centro de Investigação em Tecnologias e Serviços de Saúde (CINTESIS), foi convidada a integrar a INTERDEM – Early detection and timely INTERvention in DEMentia – uma rede de investigação pan-europeia dedicada à promoção de intervenções clínicas e psicossociais em pessoas com demência.

Membro do grupo de investigação CINTaging – Ageing & Neurosciences Research do CINTESIS, Lia Fernandes tem trabalhado de forma profícua nas áreas do envelhecimento, da demência, do delirium e da depressão nos idosos, entre outros temas em torno da Geriatria e da Saúde Mental, como comprovam os recentes artigos que publicou em revistas científicas internacionais (International PsychogeriatricsFrontiers in Aging Neuroscience, o Journal of the American Geriatrics Society e PeerJ, por exemplo).

Agregada pela Faculdade de Medicina da U. Porto, a investigadora é docente do Departamento de Neurociências Clínicas e Saúde Mental da FMUP. Tem a seu cargo o ensino da Saúde Mental em Pessoas Idosas no Programa Doutoral em Gerontologia e Geriatria lecionado pela U.Porto em colaboração com a Universidade de Aveiro. Ocupou também diversos cargos de destaque a nível internacional, sendo de referir a passagem pela direção da International Psychogeriatric Association (IPA) e da International Family Therapy Association (IFTA).

Neste momento, Lia Fernandes está a trabalhar em projetos ligados ao diagnóstico precoce e intervenção em doenças crónicas características dos mais velhos, nomeadamente ao nível da demência, delirium, depressão, alterações comportamentais e psicológicas, bem como a fragilidade no idoso.

Portugueses sobrevalorizam exames médicos mas subestimam importância dos estilos de vida na manutenção da saúde

rtp noticia

 

Os portugueses sobrestimam a importância das atividades médicas preventivas, tais como análises e exames, revela um estudo desenvolvido por uma equipa de investigação do Centro de Investigação em Tecnologias e Serviços de Saúde (CINTESIS), publicado na reputada revista científica British Medical Journal Open (BMJ Open).

Desenvolvido por Luísa Sá e Carlos Martins, investigadores do CINTESIS, este é o primeiro estudo sobre a importância que os portugueses atribuem a diferentes atividades médicas de natureza preventiva, tendo avaliado mil portugueses com mais de 18 anos, através de entrevistas telefónicas.

Os resultados revelaram que para além de sobrevalorizarem a importância da realização de exames de diagnóstico como forma de prevenir o desenvolvimento de doenças, a população tende a desvalorizar o impacto que os hábitos e estilos de vida têm sobre a sua saúde. “Ou seja, os portugueses parecem valorizar mais a realização de análises de sangue todos os anos, do que o facto de deverem praticar exercício com regularidade, por exemplo”, explica Luísa Sá.

Da mesma forma, os inquiridos mostraram-se pouco informados sobre a relevância efetiva de diferentes tipos de exame de diagnóstico e pouco sensibilizados para a noção de que o risco não é igual para todos. “Neste estudo os portugueses atribuem tanta importância a certos exames médicos que não são recomendados preventivamente como a outros que o são. Por exemplo, atribuem importância semelhante à mamografia e à ecografia mamária”, acrescenta a médica.

Em média, os inquiridos atribuíram um grau de importância de 7,7 (numa escala de 1 a 10, sendo 1 “nada importante” e 10 “muito importante”) à importância da realização de atividades médicas preventivas, sendo a realização regular de análises de sangue e de urina a mais valorizada, com uma nota média de 9,15. Seguiram-se os exames clínicos ginecológicos, tais como o papanicolau, a mamografia e as ecografias ginecológicas e mamárias, com notas em torno dos 8,5. O aconselhamento médico relativamente ao consumo de álcool e tabaco, por exemplo, foram considerados muito menos importantes, reunindo uma classificação média entre os 5 e os 6 pontos.

Carlos Martins, que é também professor na Universidade do Porto, defende que “os médicos de família devem tomar consciência das elevadas expectativas que os pacientes depositam nos exames de diagnóstico realizados como medida preventiva, já que esta informação pode condicionar a relação médico-doente”.

“Frequentemente, os pacientes acham que os exames de rotina devem ser iguais para todos, como um "pack". É importante que os pacientes compreendam que o médico efetua um aconselhamento individualizado para cada paciente e ao recomendar determinados exames fá-lo tendo em consideração a especificidade de cada pessoa, a sua história clínica e os seus fatores de risco, protegendo-a também de eventuais riscos de exames desnecessários", esclarece.

Recorde-se que esta equipa de investigação esteve envolvida num trabalho de 2013 que concluiu que osportugueses acreditam que devem realizar mais exames médicos (e com maior frequência) do que o previsto pelas recomendações clínicas nacionais e internacionais e não estão a par dos riscos que correm quando os realizam.

Os resultados deste estudo vêm reforçar a importância de alertar a população nacional para o recurso mais criterioso aos exames médicos de rotina, pois o uso excessivo e desnecessário dos exames médicos também acarreta riscos para a saúde das pessoas.

FASTinov conquista a chancela U.Porto Spin-off

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Na foto (da esquerda para a direita): João Paulo Costa (Chief Operating Officer); Cidália Pina Vaz (Chief Executive Officer); Inês Oliveira (Lab Technician); Sofia Costa de Oliveira (Chief Scientific Officer); Rita Teixeira dos Santos (Production Manager); Nádia Marques (Lab Technician); Ana Silva Dias (Quality Manager).

A FASTinov, nascida no CINTESIS, acaba de conquistar a chancela U.Porto Spin-off, tornando-se, assim, na terceira startup da Unidade de I&D a obter este reconhecimento.

Liderada por Cidália Pina Vaz, a FASTinov está a desenvolver tecnologia disruptiva, já patenteada, para a realização de testes mais rápidos e fiáveis de suscetibilidade antimicrobiana no contexto da prestação de cuidados de saúde.

O objetivo desta spin-off é oferecer um teste que determina a suscetibilidade das bactérias aos antibióticos em apenas uma a duas horas, em vez das 48 horas necessárias nos testes standard utilizados, permitindo suportar as decisões clínicas de forma célere e salvar vidas.

A emergência de resistências aos antibióticos é um importante problema médico e económico a nível global, pelo que a tecnologia desenvolvida pela FASTinov irá contribuir para reduzir os custos com medicamentos e hospitalizações, diminuir os casos de falência terapêutica e combater as resistências aos antibióticos.

Em 2016, a FASTinov tornou-se na primeira PME nacional a liderar um consórcio europeu no âmbito do programa FTI (Fast Track to Innovation), um instrumento do Horizonte 2020 para promoção da inovação na fase de aproximação ao mercado, tendo-lhe sido atribuídos 2,6 milhões de euros para lançar o kit de diagnóstico clínico no mercado.

Além da FASTinov, existem mais duas empresas nascidas no CINTESIS com a chancela U.Porto Spin-off (a VirtualCare e a Healthy Systems).
Atribuída pela U.Porto Inovação (UPIN), a chancela U.Porto Spin-off é usada para designar novas empresas criadas com o objetivo de explorar novos produtos e serviços de base tecnológica e inovadora, nascidas a partir de ideias ou processos do I&D gerados da U.Porto. 

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